Softwares piratas nas empresas: o gratuito que sai caro!

É comum grandes portais de tecnologia noticiarem um golpe por malware em alguma multinacional. Mas isso não ocorre apenas em grandes empresas. Usuários comuns de softwares piratas  têm se tornado alvo dos hackers pela facilidade de infiltração. 

Afinal, é tentador ver um software que pode ajudar nos processos da empresa, e estão disponíveis de forma “gratuita”.

Porém, trazem consigo diversos problemas de segurança de dados, afinal, são versões modificadas do original.

A seguir, você verá os motivos pelos quais você deve ter cuidado com o uso de softwares piratas na sua empresa.

Fontes duvidosas

Os famosos softwares “crackeados” não são distribuídos em sites oficiais, como você já deve imaginar. Para que o usuário faça o download, deve procurar sites alternativos.

Nestas páginas existe normalmente uma quantidade enorme de pop-ups de propaganda. Em alguns casos existe a obrigatoriedade de click para fazer o download.

Além disso, muitas destas páginas abertas podem iniciar downloads automaticamente, entregando possíveis malwares diretamente para o computador do usuário. Estes arquivos estão com sistemas sob controle de hackers como registro de dados digitados ou roubo de informações da empresa, como dados bancários.

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Antivírus desligado

Os softwares piratas normalmente acompanham uma ferramenta para burlar o sistema de ativação original do produto. Assim, o seu sistema operacional acredita estar instalando uma versão oficial.

É aí que mora o perigo. A grande maioria deles são detectados como maliciosos por softwares de segurança antes mesmo da execução. Por esse motivo, acabam exigindo que o antivírus seja desligado para que o processo de “crackear” o software aconteça, expondo o usuário a riscos adicionais que também podem fazer parte do download pirata.

Atualizações

As atualizações disponibilizadas pelas empresas de software não são apenas formas de introduzir novos recursos ou resolver erros, mas servem também para corrigir falhas de segurança.

Programas piratas não recebem atualizações deste tipo, permanecendo com sistemas de segurança antigos e desatualizados, colocando os usuários em risco.

Mal funcionamento

As ferramentas que burlam a verificação de legitimidade do software, funcionam enganando o sistema operacional. Atualizações do Windows, por exemplo, podem “quebrar” alguns recursos ou impossibilitar a utilização de outros.

Imagine utilizar um software pirata em sua empresa, e alguns meses depois do início do uso, com diversas informações, e alguns processos produtivos da empresa dependerem de tal software, ele parar por completo, após uma atualização do sistema operacional.

Você não está desembolsando um valor pelo software, mas de alguma forma você acaba “pagando” por isso.

Questões legais e multas

Há questões de privacidade de dados de clientes e integridade de dados confidenciais. O uso destes programas pode levar a questões legais devido à não aquisição de licenças para uso profissional.

A ideia de obter de graça os aplicativos necessários para o cotidiano do trabalho pode parecer tentadora e capaz de reduzir custos. Na prática, as perdas podem ser bem maiores, com multas, que no Brasil, podem ser de até três mil vezes o valor da aquisição do software. O valor é calculado de acordo com o tamanho da companhia e o número de versões irregulares utilizadas.

Os softwares são propriedade intelectual de quem os criou. Para garantir o controle dos seus contratos de uso, a Microsoft por exemplo conta com uma grande equipe de fiscais treinados para realizar auditorias em qualquer parte do Brasil. Basta uma denúncia e pronto! Você pode receber a visita de um fiscal.

“Liberdade” dos funcionários

Em diversos casos, funcionários instalam softwares piratas sem consentimento de seus superiores. Seja pela falta de preocupação dos gestores, ou pela necessidade e agilidade do próprio funcionário realizar esta tarefa.

Porém, mesmo sendo instalado pelo funcionário sem a autorização de seus superiores, também pode gerar problemas legais em relação ao uso não autorizado do software na empresa.

Além disso, usuários despreocupados e com falta de conhecimento, podem fazer o download de fontes nocivas contendo todos os malwares que falamos anteriormente.

Conscientizar os colaboradores sobre a existência de problemas relacionados a instalação de softwares piratas e sobre a segurança de dados da empresa é algo a ser considerado, independente do porte empresarial. Porém, apenas treinamentos não garantem o correto comportamento do colaborador.

Uma boa forma de resolver problemas assim é utilizando Firewall, assim a empresa possui controle de acesso e bloqueia sites nocivos ou com baixa reputação, e antivírus ou endpoints que protegem o usuário localmente. A Sophos, por exemplo, possui integração do Firewall XG com o Endpoint Intercept X, que possui EDR: uma ferramenta de monitoramento contínuo a qual protege o usuário constantemente e evitando ameaças. Além disso, facilita a vida do gestor de TI pois possui todas as configurações integradas e sincronizadas em um mesmo painel. Saiba mais clicando aqui.

Software original é caro?

Depende do ponto de vista e da necessidade da empresa. Em casos de uso do software esporadicamente, talvez o custo realmente se torne caro. Porém, se sua empresa necessita diariamente do software, é necessário que se faça. Além disso, o funcionamento dos programas originais é muito superior aos pirateados e, também, evita-se todos os problemas de segurança e produtividade citados.

Se você necessita de ajuda para identificar possíveis programas piratas dentro de sua organização, entre em contato conosco. Possuímos poderosas ferramentas de inventário que em pouco tempo identificam todos os softwares instalados nos computadores de sua organização. Junto a isso, temos parceria com as maiores marcas do mercado.

Sua empresa ainda utiliza softwares piratas? Resolva essa situação:

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